Censo do IBGE inicia em agosto em Cidreira

A partir de 1° de agosto estarão nas ruas de Cidreira recenseadores e seus supervisores, todos identificados com coletes, crachás, bonés e equipamentos do IBGE.


Os dados coletados em cada casa e estabelecimento são importantes fontes de informação de como estão nossos distritos, bairros e localidades.


É a partir destas informações que saberemos quantos somos, onde estamos e como vivemos e elas irão definir políticas públicas para Saúde, Educação e Segurança.


1. O que é o Censo?

O Censo é uma pesquisa realizada a cada 10 anos pelo IBGE, e a última foi feita em 2010. O levantamento realiza uma ampla coleta de dados sobre a população brasileira e permite traçar um perfil socioeconômico do país.


Além saber exatamente qual o tamanho da população, o Censo visa obter dados sobre as características dos moradores – idade, sexo, cor ou raça, religião, escolaridade, renda, saneamento básico dos domicílios, entre outras informações.


A população brasileira é estimada atualmente em cerca de 215 milhões de pessoas. O IBGE calcula que existam hoje cerca de 75 milhões de domicílios no país.


2. Por que o Censo atrasou?


As entrevistas para a construção do Censo deveriam ter sido realizadas em 2020, mas foram suspensas por causa da pandemia de coronavírus.


Em 2021, houve um novo adiamento por falta de recursos. O Orçamento 2021 foi sancionado, com vetos, pelo Governo Federal, o que sacramentou a suspensão da realização do Censo no ano passado. Após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo federal liberou os R$ 2,3 bilhões necessários para a realização da operação censitária.


3. Qual a importância do Censo?


O Censo Demográfico tem por objetivo contar os habitantes do território nacional, identificar suas características e revelar como vivem os brasileiros.

As informações do Censo são essenciais para o desenvolvimento e implementação de políticas públicas e para a realização de investimentos públicos e privados.


Entre as políticas públicas afetadas pelo Censo, é possível citar:

  • Calibragem da democracia representativa, através da contagem populacional (definição do número de deputados federais e estaduais e de vereadores);

  • Determinação dos públicos-alvo de políticas públicas federais, estaduais e municipais;

  • Detalhamento da população em risco para campanhas de vacinação;

  • Ajustes nas políticas para superação e recuperação pós-pandemia;

  • Distribuição das transferências da União para estados e municípios, com impacto significativo nos orçamentos públicos (segundo o IBGE, em 2019, 65% do montante total transferido da União para estados e municípios consideraram dados de população);

  • Transferências e recursos para a administração de programas sociais;

  • Identificação de áreas de investimento prioritário em saúde, educação, habitação, transportes, energia, programas de assistência a crianças, jovens e idosos.


4. Como será feito o Censo?

Os recenseadores do IBGE visitarão 89 milhões de endereços sendo 75 milhões de domicílios.


Até o início de novembro, os recenseadores vão visitar cada um dos domicílios do país, incluindo aldeias indígenas. Além disso, pela primeira vez, os moradores de territórios quilombolas serão contabilizados.


A coleta domiciliar nas áreas indígenas começa em 10 de agosto, e a dos territórios quilombolas, em 17 de agosto.


Os primeiros resultados do Censo 2022 estão previstos para serem divulgados ainda no final deste ano. Outras análises e cruzamentos de dados serão divulgados ao longo de 2023 e 2024.


5. Quanto tempo dura a visita?

Serão aplicados dois tipos de questionário: o básico, com 26 quesitos, leva em torno de 5 minutos para ser respondido. Já o questionário ampliado, com 77 perguntas e respondido por cerca de 11% dos domicílios, leva cerca de 16 minutos.


O questionário básico traz os seguintes blocos de perguntas: identificação do domicílio, informações sobre moradores, características do domicílio, identificação étnico-racial, registro civil, educação, rendimento do responsável pelo domicílio, mortalidade.


Já o questionário da amostra, além dos blocos contidos no questionário básico, investiga também: trabalho, rendimento, nupcialidade, núcleo familiar, fecundidade, religião ou culto, pessoas com deficiência, migração interna e internacional, deslocamento para estudo, deslocamento para trabalho e autismo.


A seleção da amostra que irá responder o questionário ampliado é aleatória e feita automaticamente no Dispositivo Móvel de Coleta (DMC) do recenseador.


6. Como identificar o recenseador ou recenseadora?

Segundo o IBGE, os recenseadores estarão sempre uniformizados, com o colete de identificação, boné do Censo, crachá e o Dispositivo Móvel de Coleta (DMC). É possível confirmar a identidade do agente do IBGE no site Respondendo ao IBGE (respondendo.ibge.gov.br) ou pelo telefone 0800 721 8181.


7. Quem pode responder o questionário?

Apenas uma pessoa do domicílio responderá por todos os residentes. Segundo o IBGE, qualquer morador, acima de 12 anos, capaz de fornecer as informações, pode responder ao recenseador por todos os demais moradores do domicílio.


O IBGE solicita os dados da pessoa que prestou as informações, como nome, telefone, e-mail e CPF.

"Todas as informações coletadas são confidenciais, protegidas por sigilo e usadas exclusivamente para fins estatísticos, conforme estabelece a legislação pertinente: Lei nº 5.534/68, Lei nº 5.878/73 e o Decreto nº 73.177/73", destaca o IBGE.